domingo, 5 de fevereiro de 2012

Todos os homens com acesso à Internet consomem conteúdo pornográfico


O site britânico The Telegraph publicou um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Montreal, Canadá, que comprova algo que as mulheres já desconfiavam: não existe nenhum homem com acesso à internet que não tenha consumido pornografia, em algum momento de sua vida, mesmo que fosse por pouco tempo.
internet-pornO estudo foi liderado pelo professor Simon Louis Lajuenesse, e seus resultados revelam informações importantes sobre o comportamento dos homens em relação à sua sexualidade. O estudo conclui que, em média, os homens começam a ter contato com conteúdos adultos a partir dos 10 anos de idade e que 90% da pornografia consumida no mundo está na Internet, enquanto que os 10% restantes estão em lojas de vídeo, ou videolocadoras (as que sobreviveram).
Homens solteiros consomem algum conteúdo pornográfico três vezes por semana, durante aproximadamente 40 minutos. Já aqueles homens que estão em algum tipo de relacionamento (namoro, noivado, casamento e outros) são mais moderados: são 20 minutos de conteúdo adulto, a cada 1,7 vezes por semana.
Inicialmente, o estudo da equipe do professor Lajuenesse tinha como objetivo comparar a percepção dos homens que consumiam conteúdos pornográficos regularmente, com aqueles que não procuravam por esse material. Porém, ele constatou que, nos dias de hoje, não existe um homem dito normal (no estudo, grupos específicos foram excluídos, como celibatários por exemplo) que não tenha entrado em contato com qualquer tipo de conteúdo adulto. 
Porém, esse detalhe não tornou o estudo inválido. A equipe resolveu entrevistar 20 estudantes da Universidade que viam conteúdos adultos regularmente, obtendo resultados mais objetivos sobre seu comportamento do que no propósito inicial da pesquisa.
Lajuenesse ressalta que o consumo de pornografia não muda a percepção dos homens sobre as mulheres, e que as pessoas só consomem o conteúdo que correspondem às suas próprias percepções da sexualidade. “O importante é que todas as formas de sexualidade sejam as mais harmoniosas e satisfatórias possível”, completa o professor.

Militares do Rio de Janeiro e veículos blindados já estão em Salvador



Mais 135 militares do Batalhão de Infantaria Paraquedista que saíram do Rio de Janeiro e 15 militares de Brasília chegaram em Salvador às 15h deste domingo (5) para ajudar a reforçar a segurança na Bahia. Na capital baiana já circulam quatro veículos blindados Urutu que vieram de Recife.

 
Ainda hoje, de acordo com informações do site de comunicação do Governo, mais 150 homens do Exército Brasileiro de Recife devem chegar em Salvador, por volta das 21h.
 
Segundo balanço do Comando-Geral de Operações Aéreas, com a chegada, aproximadamente 1.500 militares e policiais estarão em Salvador. Somando o contingente transportado por terra e ar, mais de três mil homens das Forças Armadas e Especiais vindos de várias partes do Brasil já estarão na capital e em cidades do interior, até o final deste domingo, reforçando a segurança pública no estado.

Esquadrão sofre, mas vence a quarta seguida


Num jogo em que quase perdeu após abrir 2 a 0, o Bahia virou no fim (4 a 3) e chegou ao quarto triunfo seguido no Estadual, mantendo-se na segunda colocação, mas agora a apenas dois pontos do líder Bahia de Feira, que perdeu para o rival em Canabrava. O início da reação do Itabuna aconteceu graças a um pênalti inventado do zagueiro Titi, aos 16 minutos do segundo tempo. Porém, o atacante Souza confirmou a ótima fase, marcou três gols e decretou o resultado aos 50, cobrando penalidade máxima depois de ter o mérito de criar a jogada na linha de fundo.
Greve da PM atrapalha início do jogo
Antes da bola rolar, dois problemas. O ônibus que levava a delegação do Bahia ao Estádio Luiz Viana Filho foi impedido de entrar no local. Policiais Militares, em greve, bloquearam a passagem do veículo. Já em campo, o elenco tricolor teve outro teste de paciência. Sem policiamento, o árbitro da partida retardou o início da partida em 20 minutos, até que soldados da Força Nacional e Exército pudessem oferecer segurança os jogadores e torcedores. Quando Gleidson Santos autorizou a saída, o Itabuna tratou de mostrar as garras. Com menos de 2 minutos, Wescley arrancou nas costas de Gabriel, pelo lado esquerdo, e soltou uma bomba, obrigando Omar fazer a primeira boa defesa do jogo. Cinco minutos depois, em dois lances com o atacante Souza, o Bahia por muito pouco não abriu o placar. Aos 6, o camisa 9 recebeu bom passe de Diones, fintou o zagueiro, na entrada da grande área, e ficou de frente com o goleiro Baggio. Souza tentou caprichar demais e viu o arqueiro do Itabuna, com o pé, desviar para escanteio. Na cobrança, a bola sobrou para Souza que, de canela, finalizou pela linha de fundo. O Itabuna entrou em campo com uma formação com três zagueiros, o que permitia uma maior liberdade ao dois alas.
Bahia domina e abre o placar
A ideia do técnico Ferreira era explorar os lados do campo, já que Hélder e Gabriel, ambos improvisados na marcação, apresentam uma certa fragilidade no quesito marcação. Velocidade ao time da casa para cumprir o que foi pedido pelo comandante não faltou. Mas, objetividade e qualidade estiveram longe do Dragão nos primeiros quinze minutos. Não é à toa que as melhores chances foram criadas pelo Bahia. Aos 16, como se fosse um lateral-direito, o volante Fabinho cruzou na medida para Souza, de cabeça, levar perigo a meta de Baggio. Mais participativos e visivelmente posicionados mais à frente, Fahel avançou pelo meio e lançou Fabinho. O camisa 5 chutou muito forte, de primeira, assustando o arqueiro itabunense. A superioridade do Bahia, ainda que discreta em boa parte da primeira etapa, foi suficiente para o tricolor abrir o placar, aos 35. Morais, muito apagado até então, levantou na área e, de cabeça, Fabinho apareceu para inaugurar o marcador. O primeiro tento do volante com as cores do esquadrão. O sistema defensivo do Bahia realizava uma partida tranquila, já que o Itabuna buscava os chutes de fora como principal arma para chegar ao gol. No entanto, aos 40, o capitão Titi tentou facilitar a vida do adversário e, após um erro infantil, deixou a bola nos pés de Hélder. O atacante, sem marcação, tentou driblar o goleiro Omar, mas sem sucesso. O camisa 1 se esticou todo no chão e catou a bola. O Itabuna assustou cinco minutos depois. A definição do lance caiu nos pés de Vágner, que saiu da marcação e chutou em cima de Gabriel.
Souza deixa o dele
A segundo tempo mal começou e o Bahia levou muito perigo ao gol de Baggio. Com menos de 1 minuto, Morais pegou a bola na entrada da grande área e finalizou, em cima do zagueiro Alex. A bola espirrada sobrou nos pés de Fabinho, que tocou na saída do goleiro, mas na rede pelo lado de fora. A condição física de Morais ainda está longe do ideal, mas, quando se trata de qualidade no passe, o camisa 10 continua o mesmo. Aos 6, o meia deu um belo lançamento para Lulinha, que viu Souza livre de marcação e tocou. O camisa 9 só escolheu o canto e chutou rasteiro para ampliar o placar. Bahia 2 a 0. No lance do gol, Lulinha sentiu um desconforto na coxa e foi substituído por Ciro, estreante da tarde.
Itabuna reage e vira o jogo
Ao levar o segundo gol, o técnico Ferreira fez duas mudanças que tornariam o time mais ofensivo. E deu certo. Aos 16, o zagueiro Titi deu um carrinho imprudente dentro da área e Gleidson Oliveira marcou pênalti. Hélder chutou no meio e diminuiu o placar. A resposta do tricolor foi imediata. Souza tocou para Ciro, que desviou de primeira e exigiu uma bonita defesa de Baggio. Puro reflexo do arqueiro do Itabuna, que chegaria ao empate poucos minutos depois. Aos 22, após a bola desviar em dois jogadores, Hélder apareceu solto no segundo pau e desviou com o joelho. Tudo igual no Luiz Viana Filho. Entrou água. Aos 26, Vágner aproveitou mais um cochilo do sistema defensivo tricolor e virou o jogo. O camisa 11 invadiu a grande área, pelo lado direito, e chutou no canto, sem chances para Omar. O que já estava feio, por muito pouco, não ficou ainda pior. Aos 31, Omar errou a reposição de bola e presenteou o atacante Vágner. Ainda mais precipitado, o jogador isolou. Desnorteado em campo, após os três gols, o Bahia buscou a reação. Ciro recebeu bom passe de Vander e encheu o pé, para grande defesa de Baggio.
Souza salva
Quando a partida parecia resolvida para o time da casa, Souza apareceu. Em jogada ensaiada, o volante Fahel, após cobrança de falta, ajeitou de cabeça para o camisa 9. O artilheiro do tricolor no Baianão, com 5 gols, só colocou no canto esquerdo de Baggi. Itabuna 3 x 3 Bahia. Aos 48, Titi teve a chance de botar o Bahia na frente do placar. Fabinho cruzou na área e, de cabeça, o capitão desperdiçou. Ainda havia tempo. Aos 50, Ciro foi puxado na área e o árbitro assinalou pênalti. Souza, com muita categoria, descolocou Baggi e selou o triunfo tricolor.

Mônica Carvalho (Playboy fevereiro 2012)

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terça-feira, 29 de junho de 2010

AÌ EU VI . ESTA É MULHER , É RETADA , E É BAHIANA

Por Rosana Jatoba


Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.
Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:
- Recomendo um passeio pelo nosso "Central Park", disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!
-Então estarei em casa, repliquei ironicamente.
-Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.
-A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?
-Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem "farofa" no parque.
-Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.
-Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar....
De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que , de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.
Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os "Paraíba", que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a "Cabeça chata", outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.
Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.
Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:
-O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:
"O teu cabelo não nega, mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega, mulata
Mulata, quero o teu amor".
"É ofensivo", diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.
A expressão "pé na cozinha", para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constrangimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.
O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:
"Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra 'niger' para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:
'Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe'...que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).
Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan 'black is beautiful'.. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém".
Será que na era Obama vão inventar "Pé na Presidência", para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?
A origem social é outro fator que gera comentários tidos como "inofensivos" , mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:
- A minha "criadagem" não entra pelo elevador social !
E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais ? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, "viado", maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?
Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:
- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!
Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:
-Só podia ser loira!
Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:
- Só podia ser judeu!
A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia ....
Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: "O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem".
Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.
A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável.
O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorância e alimenta o monstro da maldade.
Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcoólatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:
-Só podia ser mendigo!
No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:
-Só podia ser bandido!
Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.
PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos. ..
Rosana Jatobá
Rosana Jatobá, nascida em Campo Formoso, na Bahia, é jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da Universidade de São Paulo. Também apresenta a Previsão do Tempo no Jornal Nacional, da Rede Globo..
Esse texto é parte da série de crônicas sobre Sustentabilidade publicada na CBN

domingo, 16 de maio de 2010

Ex-BBB Dicesar faz implante de cabelo e posta foto no Twitter

O ex-BBB Dicesar postou uma foto de seu novo visual no Twitter nesta segunda-feira (10). O maquiador fez um implante nos cabelos e agora já desfila o novo look com mais fios na parte frontal da cabeça, disfarçando a calvície.
"Foto por Batista Lima - Cabelo - interlace.com.br Camisetas - Jaquetas e Jeans da Uzzo (Shopping Frei Caneca)", publicou o maquiador.

sábado, 15 de maio de 2010

'Viver a Vida' compriu o seu papel de entorpecer


Terminou nesta sexta-feira mais uma "Novela das Oito" que, apesar do nome, é exibida pontualmente às nove horas.
Antes que algum português faça piada conosco por causa disso, convém lembrar que esse delay não é exclusividade de país subdesenvolvido.
Na civilizadíssima Inglaterra, o "Chá das Cinco" é tomado às quatro e ninguém repara.
Não aprendi isso vendo novela, obviamente, mesmo porque não me considero um noveleiro.
Mas também não sou um analfabeto no assunto, pois sempre assisto a alguns capítulos do nosso folhetim mais importante, logo após o "Jornal Nacional".
Faço isso para conhecer as personagens principais e para não ficar por fora das conversas e bordões que acabam caindo no domínio público.
Quando ignoro alguma novela das oito, acabo me passando por bobo ao ouvir nomes e expressões que não sei a origem ou significado.
No ano passado, por exemplo, levei semanas para perceber que a palavra "inshallah" (o nosso popular "oxalá"), que todo mundo repetia exaustivamente, era um bordão de "Caminho das Índias".
"Viver a Vida", que se encerrou ontem, não foi uma novela marcante quanto essa sua antecessora que teve a ousadia de se passar na Índia.
No entanto, pelo pouco que assisti creio que cumpriu bem seu script, embora tenha somente repetido clichês em sua trama.
Isso, porém, tem tão pouca importância quanto minhas opiniões; não creio que as pessoas assistam novela por causa da trama.
Acredito que as paisagens e as personagens são o que atrai, de verdade, o telespectador. É a beleza artificial da TV.
É a possibilidade de ver lugares e pessoas bonitas no seu dia-a-dia, na sua intimidade, em seus momentos de maior emoção.
É aquela história do meio deixar de ser a mensagem para se tornar a massagem.
Nós ficamos ali, esparramados no sofá, sem precisar pensar em nada, deixando apenas o áudio e o vídeo massagearam nossos cérebros preguiçosos.
Nesse aspecto, o folhetim de Manoel Carlos, dirigido bem ao estilo de Jaime Monjardim, deitou o rolou.
Não economizou nas melhores canções, nas lindas imagens da cidade do Rio de Janeiro, de Búzios, de Paris, da Jordânia, e tampouco no desfile de galãs e beldades.
As mulheres puderam apreciar dorsos bem torneados de atores como Mateus Solano, Thiago Lacerda e, para as mais maduras, José Mayer.
Nós, homens, fomos brindados com os corpos ardentes de Alinne Moraes, Taís Araújo e Giovanna Antonelli, entre outras.
Eu ainda tive um "chorinho": a presença de uma antiga paixão virtual, Natalia do Valle, minha eterna "Bonitona do Morumbi".

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Nervosa, a insuportável da Deborah Secco se recusa a falar sobre a separação de Roger

                                                         Nervosa, Deborah Secco se recusa a falar sobre a separação de Roger
                                          'Não vou falar sobre vida pessoal', disse a atriz ao ser indagada sobre o fim do casamento.

Os jornais noticiaram a separação, as revistas semanais têm detalhes sobre uma traição, na internet se especula os reais motivos do divórcio. Parece que todo mundo tem uma versão sobre o fim do casamento de Deborah Secco e Roger Flores, menos ela.
Nesta quarta, 07, a atriz fez sua primeira aparição pública desde que a notícia da separação estourou na imprensa. Em um evento da marca Samsung, em São Paulo, ela se recusou a falar sobre o assunto. Bastante incomodada e um pouco nervosa com as perguntas em relação a Roger, se limitou a dizer: "não vou falar sobre isso, não vou falar sobre vida pessoal".
Como tem feito nos últimos dias, Deborah estava sem aliança. Hoje, usava apenas um anel fashion na mão.
Deborah Secco e Roger Flores se casaram em junho de 2009, em uma cerimônia reservada em um castelo em Itaipava, no Estado do Rio. Após o casamento e a lua de mel na Europa, os dois moraram um mês juntos no Qatar. Em setembro, a atriz voltou para o Brasil por conta do filme sobre a vida de Bruna Surfistinha e retornou em novembro para o Oriente Médio. Em fevereiro, o então casal voltou ao Brasil e Roger foi contratado pelo time mineiro.
Durante a Páscoa, Deborah foi fotografada já sem aliança. Ela teria saído da casa que dividia com Roger em Belo Horizonte no final de março. Procurada pelo EGO, a assessoria diz que a atriz não vai se manifestar sobre sua vida pessoal. A revista "Isto é Gente" afirma que Cristina Guimarães, uma socialite mineira, é o pivô da separação.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Dourado dispensa festa e encontra fãs em hotel

Dourado, vencedor do Big Brother Brasil 10, foi o único participante que acabou não curtindo a festa pós-BBB que reuniu os brothers para celebrar a final do reality show. O lutador acabou ficando no hotel Windsor, na Barra da Tijuca, no Rio, durante a madrugada de quarta-feira (31).

Após receber uma ligação de um amigo, que o informou que fãs o aguardavam no hotel, o vencedor decidiu descer até o hall. Descalço e visivelmente cansado, Dourado deu atenção para os admiradores, abraçou e posou para fotos. “(desde que soube da vitória) Não fiz nada, não consigui dormir e não consegui pensar em nada direito ainda”, disse o brother – que levou para casa o prêmio de R$ 1,5 milhão. Ainda no hall do hotel, ele encontrou Eliéser e Cláudia, que aproveitaram a festa.

Dourado recebeu 60% da prefererência do público em uma votação recorde, que passou da marca de 154 milhões de votos.









quarta-feira, 24 de março de 2010

Sorte e o amor.

Se não tivesse havido o convite para aquele final de semana, ou aquele final de semana não fosse do pai tudo seria diferente. Se não tivesse a família saído à noite naquele dia, ou se na volta, no carro, a menina tivesse sentado em outro lugar. E se ela não tivesse reclamado de algo, mencionado a mãe, tivesse dito que queria voltar para casa. E se a madrasta não estivesse de anel ou não tivesse desferido o tapa que feriu o rosto da criança; e se não tivesse saído sangue da testa e ela não tivesse ficado assustada.

Se o lamento da menina não tivesse aumentado e se isso não tivesse deixado a madrasta transtornada. E se o elevador que eles subiram com a criança chorando não tivesse vazio, mas com um vizinho que pudesse com sua presença impor alguma razão. E se o pai, ao entrar no apartamento com a menina em prantos, segundos antes de tê-la arremasado com força no chão, tivesse se detido por um instante na foto na parede onde ela aparecia sorrindo, brincando com os irmãos.
E se a madrasta tivesse pensado nos próprios filhos que eram irmãos da filha da outra e não tivesse avançado com tanta raiva sobre ela, apertando-lhe a garganta, até que ela parasse de chorar. E se o pai diante da cena tivesse lembrado do dia em que soube que ela iria nascer; e depois, quando viu que ela se aquietava nos seu braços; e depois quando ensinou-lhe os primeiros passos; e depois quando acostumou-se a ouvi-la o chamar de papai. Sendo assim, nesse momento, por lampejo de lucidez ou reverberação afetiva, ele tivesse dito a si ou à mulher: NÃO.
Se, naquele momento, um celular, a campanhia, a porta, o interfone, qualquer coisa, tivesse interferido. Ou se na menina tivesse sobrado alguma força a ponto de poder fugir.
E se ela não tivesse ficado desacordada e isso não tivesse parecido ao pai e a madrasta que ela estava morta. Se então o pai não quisesse proteger a mulher como a ninguém e não pegasse uma tesoura e uma faca na cozinha. E se, uma vez no quarto dos filhos com intenção de cortar a rede na janela, ao subir na cama de um deles, ele tivesse quebrado o lastro com o peso do corpo e prendido o pé.
Se ao enfiá-la pela rede ainda sem tê-la solto, ele a tivesse escutado suspirando. Ou se ele, por um breve, mínimo, ínfimo momento que fosse, antes de soltar a perna dela, tivesse olhado para cima e se perguntado o quê, afinal, estava fazendo.
Se algum fato desses, se algum desses acontecimentos tivesse acontecido diferentemente do que aconteceu, a menina estaria viva.
O que importa na vida é a sorte e o amor. Da sorte terrível daquela menina o que se disse até aqui já basta. E o amor, naquela noite, estava distante.

José Ricardo Araujo