Num jogo em que quase perdeu após abrir 2 a 0, o Bahia virou no fim (4 a 3) e chegou ao quarto triunfo seguido no Estadual, mantendo-se na segunda colocação, mas agora a apenas dois pontos do líder Bahia de Feira, que perdeu para o rival em Canabrava. O início da reação do Itabuna aconteceu graças a um pênalti inventado do zagueiro Titi, aos 16 minutos do segundo tempo. Porém, o atacante Souza confirmou a ótima fase, marcou três gols e decretou o resultado aos 50, cobrando penalidade máxima depois de ter o mérito de criar a jogada na linha de fundo.
Greve da PM atrapalha início do jogo
Antes da bola rolar, dois problemas. O ônibus que levava a delegação do Bahia ao Estádio Luiz Viana Filho foi impedido de entrar no local. Policiais Militares, em greve, bloquearam a passagem do veículo. Já em campo, o elenco tricolor teve outro teste de paciência. Sem policiamento, o árbitro da partida retardou o início da partida em 20 minutos, até que soldados da Força Nacional e Exército pudessem oferecer segurança os jogadores e torcedores. Quando Gleidson Santos autorizou a saída, o Itabuna tratou de mostrar as garras. Com menos de 2 minutos, Wescley arrancou nas costas de Gabriel, pelo lado esquerdo, e soltou uma bomba, obrigando Omar fazer a primeira boa defesa do jogo. Cinco minutos depois, em dois lances com o atacante Souza, o Bahia por muito pouco não abriu o placar. Aos 6, o camisa 9 recebeu bom passe de Diones, fintou o zagueiro, na entrada da grande área, e ficou de frente com o goleiro Baggio. Souza tentou caprichar demais e viu o arqueiro do Itabuna, com o pé, desviar para escanteio. Na cobrança, a bola sobrou para Souza que, de canela, finalizou pela linha de fundo. O Itabuna entrou em campo com uma formação com três zagueiros, o que permitia uma maior liberdade ao dois alas.
Bahia domina e abre o placar
A ideia do técnico Ferreira era explorar os lados do campo, já que Hélder e Gabriel, ambos improvisados na marcação, apresentam uma certa fragilidade no quesito marcação. Velocidade ao time da casa para cumprir o que foi pedido pelo comandante não faltou. Mas, objetividade e qualidade estiveram longe do Dragão nos primeiros quinze minutos. Não é à toa que as melhores chances foram criadas pelo Bahia. Aos 16, como se fosse um lateral-direito, o volante Fabinho cruzou na medida para Souza, de cabeça, levar perigo a meta de Baggio. Mais participativos e visivelmente posicionados mais à frente, Fahel avançou pelo meio e lançou Fabinho. O camisa 5 chutou muito forte, de primeira, assustando o arqueiro itabunense. A superioridade do Bahia, ainda que discreta em boa parte da primeira etapa, foi suficiente para o tricolor abrir o placar, aos 35. Morais, muito apagado até então, levantou na área e, de cabeça, Fabinho apareceu para inaugurar o marcador. O primeiro tento do volante com as cores do esquadrão. O sistema defensivo do Bahia realizava uma partida tranquila, já que o Itabuna buscava os chutes de fora como principal arma para chegar ao gol. No entanto, aos 40, o capitão Titi tentou facilitar a vida do adversário e, após um erro infantil, deixou a bola nos pés de Hélder. O atacante, sem marcação, tentou driblar o goleiro Omar, mas sem sucesso. O camisa 1 se esticou todo no chão e catou a bola. O Itabuna assustou cinco minutos depois. A definição do lance caiu nos pés de Vágner, que saiu da marcação e chutou em cima de Gabriel.
Souza deixa o dele
A segundo tempo mal começou e o Bahia levou muito perigo ao gol de Baggio. Com menos de 1 minuto, Morais pegou a bola na entrada da grande área e finalizou, em cima do zagueiro Alex. A bola espirrada sobrou nos pés de Fabinho, que tocou na saída do goleiro, mas na rede pelo lado de fora. A condição física de Morais ainda está longe do ideal, mas, quando se trata de qualidade no passe, o camisa 10 continua o mesmo. Aos 6, o meia deu um belo lançamento para Lulinha, que viu Souza livre de marcação e tocou. O camisa 9 só escolheu o canto e chutou rasteiro para ampliar o placar. Bahia 2 a 0. No lance do gol, Lulinha sentiu um desconforto na coxa e foi substituído por Ciro, estreante da tarde.
Itabuna reage e vira o jogo
Ao levar o segundo gol, o técnico Ferreira fez duas mudanças que tornariam o time mais ofensivo. E deu certo. Aos 16, o zagueiro Titi deu um carrinho imprudente dentro da área e Gleidson Oliveira marcou pênalti. Hélder chutou no meio e diminuiu o placar. A resposta do tricolor foi imediata. Souza tocou para Ciro, que desviou de primeira e exigiu uma bonita defesa de Baggio. Puro reflexo do arqueiro do Itabuna, que chegaria ao empate poucos minutos depois. Aos 22, após a bola desviar em dois jogadores, Hélder apareceu solto no segundo pau e desviou com o joelho. Tudo igual no Luiz Viana Filho. Entrou água. Aos 26, Vágner aproveitou mais um cochilo do sistema defensivo tricolor e virou o jogo. O camisa 11 invadiu a grande área, pelo lado direito, e chutou no canto, sem chances para Omar. O que já estava feio, por muito pouco, não ficou ainda pior. Aos 31, Omar errou a reposição de bola e presenteou o atacante Vágner. Ainda mais precipitado, o jogador isolou. Desnorteado em campo, após os três gols, o Bahia buscou a reação. Ciro recebeu bom passe de Vander e encheu o pé, para grande defesa de Baggio.
Souza salva
Quando a partida parecia resolvida para o time da casa, Souza apareceu. Em jogada ensaiada, o volante Fahel, após cobrança de falta, ajeitou de cabeça para o camisa 9. O artilheiro do tricolor no Baianão, com 5 gols, só colocou no canto esquerdo de Baggi. Itabuna 3 x 3 Bahia. Aos 48, Titi teve a chance de botar o Bahia na frente do placar. Fabinho cruzou na área e, de cabeça, o capitão desperdiçou. Ainda havia tempo. Aos 50, Ciro foi puxado na área e o árbitro assinalou pênalti. Souza, com muita categoria, descolocou Baggi e selou o triunfo tricolor.